A relevância do café especial para o produtor brasileiro

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A produção de cafés especiais transformou a cafeicultura brasileira, agregando valor e abrindo novos mercados para os produtores. O Brasil se consolidou como referência em qualidade e excelência, impulsionado pelo aprimoramento sensorial dos cafés.

visão aérea de lavoura de café em estágio avançado da safra
Muitos produtores buscam hoje dentro da produção de cafés especiais, trazer o melhor do terroir de sua região 

Com isso, tornou-se comum associar os cafés brasileiros ao máximo de qualidade e excelência no mercado. Essa chave virou há um bom tempo entre os cafeicultores brasileiros, tendo em vista que essa mudança determinou um novo momento na cafeicultura mundial, colaborando para apurar o gosto e as exigências dos consumidores.

cupping de cafés especiais
O grande destaque dos cafés especiais do Brasil, colaborou para que o mundo passasse a enxergar os cafés nacionais de forma diferente 

E os produtores impactam não apenas a cafeicultura brasileira, mas também elevaram a régua de qualidade do café no mercado. O café especial tem se firmado como uma tendência de consumo consistente: um café livre de defeitosproduzido com sustentabilidade e com pontuação acima de 80 pontos na avaliação sensorial.

O café livre de defeitos reflete o rigoroso controle de qualidade adotado durante o processo de produção do café especial, eliminando impurezas e defeitos que podem comprometer o sabor e a experiência sensorial. Isso inclui a ausência de grãos pretos, verdes ou ardidos, que geralmente resultam de problemas como colheita inadequada, fermentação indesejada ou secagem mal conduzida.  Além disso, esse café sem defeitos garante uma bebida mais limpa, equilibrada e com maior potencial de complexidade sensorial.

Quase em sua totalidade, o café especial é produzido de modo sustentável. Esses cafés seguem práticas que respeitam o meio ambiente, promovem o bem-estar social e garantem a viabilidade econômica da produção. Esse processo envolve, além do uso responsável dos recursos naturais, como o manejo eficiente da água, a conservação do solo e a adoção de sistemas agroflorestais que preservam a biodiversidade.

Para ser considerado especial, um dos pontos-chave é a classificação. O grão precisa atingir, no mínimo, 80 pontos na avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA).

Os grãos que passam pelo rigoroso processo de avaliação dos cafés especiais atingem essa pontuação por meio de uma análise criteriosa realizada por provadores certificados (Q-Graders), que avaliam critérios como fragrância, aroma, doçura, acidez, corpo, uniformidade, equilíbrio e finalização.

Esses grãos têm alcançado essas pontuações devido à complexidade e qualidade sensorial que o café brasileiro apresenta hoje. São notas sensoriais refinadas e marcantes, que têm diferenciado os cafés do Brasil.

Transformando a percepção mundial sobre o café brasileiro, esses cafés também fomentaram uma maior e melhor rentabilidade para o produtor. Além do preço por saca pode ser até três vezes maior se comparado ao grão de commodity, fomentando ainda, o melhor reconhecimento no mercado. 

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Além disso, sustentabilidade e qualidade são garantidas por meio de práticas que valorizam tanto a produção quanto o meio ambiente.

Nesse cenário, a Nucoffee tem auxiliado os cafeicultores com tecnologias e inovações para agregar ainda mais valor aos cafés especiais.