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A Irrigação Branca

O Aproveitamento Inteligente da Água da Chuva Através de um Sistema de Condicionamento e Conservação do Solo.

Como sabemos, água é fonte de vida, recurso natural essencial para a sobrevivência das espécies vegetais e animais. Para cumprir as funções vitais das plantas, a água presente no solo deve ser inicialmente absorvida pelas raízes.

Nas regiões do "Cinturão do Café Brasileiro" ocorrem longos períodos de estiagem durante o inverno, impactando severamente o desenvolvimento da cultura.

O uso racional da água na agricultura tem se tornado pauta de muitas discussões pelo mundo, com reflexões que levam a perguntas como: O que fazer para garantir altas produtividades superando a falta de água? E como otimizar o uso da água do solo, sem a necessidade de irrigação complementar.

Diante desse grande desafio, na região da Serra da Canastra, berço de um dos maiores rios do Brasil, o Rio São Francisco, uma tecnologia vem revolucionando a cafeicultura através de uma técnica inteligente de aproveitamento da água sem a necessidade de irrigação complementar.

Banner Irrigação branca

Tudo começou 15 anos atrás na cidade de São Roque de Minas, no estado de Minas Gerais, região de clima seco, com problemas de escassez de água e solos com limitações de fertilidade, onde os agrônomos e sócios na cafeicultura Alessandro Oliveira e Marco Antônio Menezes, juntamente com o Pesquisador José Romero, encontraram uma solução simples, econômica e totalmente sustentável: o Sistema AP Romero, também conhecido como “Irrigação Branca”, devido ao uso de altas doses de gesso aplicado a lavoura.

Juntos, decidiram pesquisar intensamente os efeitos da superdosagem de gesso na fisiologia do cafeeiro e seus benefícios. As pesquisas foram evoluindo e ganhando reforços de várias instituições de respeito, como a Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG).

Atualmente, além da dose ótima de gesso que representa a melhor relação custo/benefício, compõem o funcionamento do sistema; o uso do programa de proteção SYNGENTA que garante o máximo controle de pragas e doenças, plantios adensados com até 8000 plantas/ha, o uso da brachiaria como cobertura vegetal nas entrelinhas e também a substituição de máquinas por tração animal nos tratos culturais.

 

“Para nós é uma felicidade muito grande poder investir em cafeicultura sem precisar de uma gota de água que pertence ao rio São Francisco como prática de irrigação. Este maravilhoso rio que nasce em nossa região, banha outros 4 estados e deságua no Oceano Atlântico se tornando um dos mais importantes da América do Sul.”

 

Alessandro Oliveira

“O gesso é uma matéria que funciona como um escultor do solo, ele diferentemente do calcário, tem o poder de penetração no solo, e à medida que se infiltra vai abrindo poros permitindo que a raiz do café cresça verticalmente, tornando-se mais profunda e volumosa, no sistema com dose de gesso dez vezes maior que o recomendado”.

Em memória de José Romero

Benefícios

Todas essa práticas somadas dão condição ao solo de:

  • Manter ou amentar os níveis de fertilidade;
  • Reduzir a compactação;
  • Aumentar a sua porosidade;
  • Elevar os níveis de matéria orgrânica;
  • Reciclar mais nutrientes;
  • Melhorar a diversidade e atividade microbiológica;
  • Aumentar sua resistência à erosão;
  • Expandir sua capacidade de retenção de água;

Esses benefícios garantem o máximo de aproveitamento da água da chuva a partir de um sistema radicular profundo, capaz de buscar água retida no solo em até dois metros abaixo da superfície. Para o cafeicultor, o retorno vem através do aumento médio da produtividade de suas lavouras em até 18,5 sacas/ha, em uma série histórica de seis anos.